Relatório: presas são invisíveis às autoridades
O relatório sobre Mulheres Encarceradas no Brasil,
divulgado pela Pastoral Carcerária Nacional, ligada à
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em
conjunto com outras dez instituições da sociedade civil,
acusa o Estado brasileiro de "ecoar a discriminação e a
violência de gênero presentes na sociedade para dentro
dos presídios femininos". A pesquisa aponta também que
as presas são invisíveis às autoridades. Baseado em
informações de pesquisadores e estudos realizados por
organizações não-governamentais, o relatório também
aponta a falta de dados oficiais o último censo
penitenciário foi feito em 1997.
» Detentas são vítimas de abuso
» Presas violentadas se calam por medo
» vc repórter: mande fotos e notícias
Segundo o estudo, as penitenciárias que abrigam mulheres
foram , em ge ral, prédios que eram sanatórios ou
penitenciárias masculinas, não adaptados às
especificidades femininas e em péssimas condições de
conservação.
Relatos de presas denunciam que há tortura em
estabelecimentos penitenciários de pelo menos seis
estados brasileiros: Minas Gerais, Mato Grosso do Sul,
Paraná, Goiás, São Paulo e Espírito Santo. É o que
indica o Relatório sobre Mulheres Encarceradas no
Brasil, divulgado pela Pastoral Carcerária Nacional,
ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB), em conjunto com outras dez instituições da
sociedade civil.
O documento chama a atenção para a presença de
carcereiros homens, armados, com acesso irrestrito às
celas o que - aliado aos casos de presas que engravidam
dentro do regime de internação - embasa denúncias de
violência sexual por parte dos agentes penitenciários ou
de outros presos (nos casos de presídios mistos). A inda
segundo o estudo, os abusos não são denunciados porque
as presas têm medo, já que vão ficar sob a guarda dos
acusados.
O estudo traça um perfil das presidiárias e das
condições das penitenciárias, cadeias públicas e
carceragens de todo o País. As mulheres presas, que
representam cerca de 5% da população carcerária do
Brasil, são em geral jovens, solteiras ou separadas,
mães, afro-descendentes e demonstram um forte vínculo
familiar. Cerca de 40% são condenadas por tráfico de
drogas e 21%, por roubo. Em 72% dos casos, são rés
primárias.
(Fonte: www.terra.com.br).
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